terça-feira, 24 de junho de 2014


No passado fim de semana de 31 de Maio a 1 de Junho realizámos no Seixal o nosso encontro anual de Embarcações Tradicionais do estuário do rio Tejo.
Encontre aqui o cartaz programa.


Este encontro faz parte do projecto de divulgação e preservação das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo dinamizado pela Associação Náutica do Seixal e denominado Projeto Raposinho.
(Raposinho é o nome da nossa embarcação tradicional e o centro de todo este projecto).

As embarcações tradicionais começaram a chegar logo na sexta-feira.
Foi para nós uma grande honra, recebermos a visita de amigos de todo o estuário do Tejo.

Durante dois dias a comunidade ribeirinha do estuário do rio Tejo trouxe ao Seixal as suas embarcações tradicionais para promover a sua preservação e desfrutar do encontro.
Para que o encontro fosse também vivido pelo público presente nas margens da Baía do Seixal, preparámos um conjunto de actividades socioculturais.

Assim, além das actividades náuticas previstas para o encontro, no nosso Salão Nobre decorreu uma exposição temática e uma mostra de vinhos da Região Vitivinícola da Península de Setúbal.
Animámos o jardim público fronteiro à nossa Sede Social com uma Feira de Artesanato e espectáculos de divulgação de Danças de Salão.
No serão do primeiro dia do encontro, decorreu na Praça Luís de Camões um espectáculo musical abrilhantado por artistas locais.

O Tema do Encontro


Queríamos sensibilizar a opinião pública para a importância da "preservação das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo", para reforçarmos esta mensagem, associámos ao encontro o Tema,


Este Tema não surge ao acaso, para além da Associação Náutica do Seixal estar localizada na cidade do Seixal, um dos concelhos da Península de Setúbal, existe uma profunda ligação histórica entre o Vinho que se produz “na outra banda do rio Tejo”, a Península de Setúbal e as embarcações tradicionais que durante muitos séculos o fizeram chegar à capital do reino, onde por volta do ano de 1500 já era bastante popular.

Até ao início do século XX as embarcações tradicionais garantiram o abastecimento regular de vinho à cidade de Lisboa, para consumo local e exportação. Com a modernização dos transportes e vias de comunicação, na década de sessenta deste século assistiu-se à ruína total deste riquíssimo património fluvio-maritimo. As embarcações tradicionais sem trabalho, são abandonadas às centenas nas margens do estuário do rio Tejo e os estaleiros de construção naval tradicional extinguem-se um após outro.

Na década seguinte, marinheiros do norte da Europa conhecedores do valor tecnológico destas embarcações salvam algumas delas. Nos anos oitenta as autarquias da Península de Setúbal ribeirinhas do estuário do rio Tejo iniciam a recuperação das últimas embarcações tradicionais de grande porte, salvam alguns Varinos, mas as famosas fragatas do Tejo perdem-se para sempre. Particulares com uma vida ligada à cultura ribeirinha, recuperam embarcações tradicionais de pequeno porte para actividades lúdicas e culturais. Surgem associações cívicas que promovem a preservação deste património fluvio-marítimo.


À actualidade chegaram pouco mais de meia centena de embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo e as memórias de um património ímpar que reconhecemos como “ Marinha do Tejo”.

No sentido oposto, os vinhos da Península de Setúbal representam hoje uma região vitivinícola que ocupa um lugar de prestígio na economia e cultura Portuguesa. Um reflexo desta imagem de sucesso é a valorização do seu vinho como um produto cultural, onde ao seu prestígio se associa um património Natural e Histórico que faz da Península de Setúbal um produto enoturístico de referência.

Este Tema pretende promover o património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo e encontrar um espaço para este legado sociocultural e tecnológico único, na Cultura do Vinho da Península de Setúbal.

Depois de uma história comum (mais antiga que a nossa nacionalidade), este reencontro representará uma vantagem económica/cultural para o Enoturismo da Península de Setúbal e das suas comunidades ribeirinhas do estuário do rio Tejo.


Num futuro próximo, se for confirmado um novo enquadramento legislativo para as embarcações tradicionais e se este reencontro com a história se cumprir, em breve poderemos voltar ver grandes varinos, que outrora sulcaram o Tejo carregados de vinho, transformados em luxuosas embarcações, para transportar visitantes ávidos por descobrir e desfrutar esse produto de excelência, o Enoturismo da Região Vitivinícola da Península de Setúbal.


31 DE MAIO - O primeiro dia do Encontro


A Exposição.


Os nossos amigos apreciaram demoradamente a exposição.

O Tema do encontro esteve presente em vários momentos, mas foi no nosso Salão Nobre que o público encontrou o principal desenvolvimento.

O conjunto de painéis expostos davam a conhecer ao visitante o passado e o presente da Cultura do Vinho e da Vinha na Península de Setúbal, a sua cumplicidade histórica com as embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo e perspectivava este reencontro como um passo seguro para o renascer da Marinha do Tejo.

A exposição foi patrocinada pela C.V.R.P.S.-Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal e a montagem teve o apoio da Papelaria Técnica João Correia.

A C.V.R.P.S. é a entidade responsável pela certificação da origem, qualidade e genuinidade dos vinhos da Região Vitivinícola da Península de Setúbal e pela promoção do seu património vitivinícola.

No salão estavam também presentes ao público um espaço de divulgação do Enoturismo da Bacalhôa Vinhos de Portugal, S.A. e uma prova de vinhos da Casa Ermelinda Freitas, dois grandes produtores de vinho da Península de Setúbal.

A Associação Rota de Vinhos da Península de Setúbal  tornou possível a participação da Casa Ermelinda Freitas no nosso Encontro de Embarcações Tradicionais.


O "Briefing" da regata de Embarcações Tradicionais


O "Briefing" da regata reuniu todos os Arrais ao início da tarde no nosso Salão Nobre.



Frente à Sede da Associação Náutica do Seixal, decorreu um workshop de Artes de Marinheiro.
Dinamizado por Ana Isabel Apolinário e o Mestre Nascimento.


O varino "Sou do Tejo" fez as "honras da casa"


Durante a tarde o varino "Sou do Tejo" passeou pela Baía do Seixal alguns dos nossos convidados.
Muito Obrigado Mestre Jaime Costa, (o seu Proprietário e Arrais).




A Regata de Embarcações Tradicionais do estuário do Tejo


A tripulação da canoa Estrela da Madrugada ultima os preparativos para a regata.

Os catraios São Marçal e Senhor dos Aflitos já estão prontos.

Na zona ribeirinha do Seixal o público assistiu ao desenrolar da regata,
surgiram muitas pessoas interessadas pela temática das embarcações tradicionais
e fotógrafos ávidos por perpetuarem alguns momentos.


Os nossos agradecimentos ao Sr.Jaume Mimó da ARVC (Associação Regional de Vela do Centro) que aceitou o convite para Júri da nossa Regata de Embarcações Tradicionais e à Vidreia do Ó que nos disponibilizou o barco do Júri.

O "catraio voador" Senhor dos Aflitos do Montijo.

O catraio Jorge Martins "a todo o pano", (à esquerda) com o seu velame reservado a "Mestres".
A canoa Senhora do Cabo (à direita) do Arrais e Proprietário Mestre João Antão.
Ambas as embarcações fazem parte do núcleo do Seixal de embarcações tradicionais.

A bela canoa Lusitana de Sarilhos Pequenos.
Homenagem ao seu construtor e proprietário, o Sr. Hernâni Martins

A grande canoa Esperança da Câmara Municipal de Lisboa.

A tripulação da canoa Esperança recebeu reforços importantes,
a bordo estão os alunos do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares e o Professor Joaquim Achande.

A beleza sóbria da canoa Estrela da Madrugada de Alhos Vedros.

O elegante catraio São Marçal do Montijo.

O nosso catraio Raposinho.

Com o apoio imprescindível:

  • Da Hempel Portugal que nos patrocinou todas as tintas para a pintura anual do Raposinho.
  • Da Carpintaria JDR que nos disponibilizou as madeiras necessárias para a reparação anual do Raposinho.
  • Da Câmara Municipal do Seixal que nos assegurou o transporte do Raposinho entre o fundeadouro de Embarcações Tradicionais no Seixal e as instalações onde foi reparado.
  • Dos Amigos do Raposinho.

Foi possível preparar o Raposinho a tempo de estar presente no nosso Encontro de Embarcações Tradicionais.

Terminada a regata as embarcações tradicionais fundearam em frente ao antigo jardim do Seixal.
Durante dois dias a cidade do Seixal  ficou mais linda, enfeitada com estas pérolas do estuário do Tejo.

Um agradecimento muito especial a toda a Equipa do Serviço de Marinheiro da Câmara Municipal do Seixal.
Durante os dois dias do evento disponibilizaram todo o apoio necessário
 às actividades náuticas que realizámos na Baía do Seixal.


O convívio entre Amigos


No final do primeiro dia do encontro, tínhamos um momento especial reservado para todas as tripulações e convidados,
um jantar convívio a bordo do Restaurante "Cacilheiro do Tejo Seixal" e a entrega de prémios.

O jantar foi patrocinado pela União das Freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires.
O espaço e toda a logística do jantar foi oferecida pela Gerência do Restaurante Cacilheiro do Tejo Seixal.
Ofertas especiais para o jantar patrocinadas por o Talho do Rui e Padaria Central do Pinhal dos Frades.



Os 6 prémios da regata foram oferecidos pela C.V.R.P.S.
Os 6 troféus da regata foram oferecidos pela empresa MarcoDiesel.
Os prémios para cada tripulação foram oferecidos pela Bacalhôa-Vinhos de Portugal S.A.


Os prémios de participação foram oferecidos pelas empresas
MarcoDiesel, Papelaria Técnica João Correia, Vidreira-do-Ó e ExtraCabos.








O primeiro dia do Encontro de Embarcações Tradicionais terminou
com um espetáculo musical na zona histórica da cidade do Seixal,
que contou com a colaboração especial dos artistas locais Mário Barradas e Olga Villanova.


1 DE JUNHO - O último dia do Encontro


No segundo e último dia do nosso encontro, as Embarcações Tradicionais continuaram a ser
"o centro de todas as atenções".


O sonho do Projeto Raposinho,
um dia, talvez seja assim "um postal ilustrado" do Seixal,
 e talvez seja, um motivo para visitar a cidade.

O nosso Salão Nobre esteve aberto ao público durante todo o dia.




No jardim antigo do Seixal a Feira de Artesanato repartiu a atenção dos visitantes
com o Encontro de Embarcações Tradicionais. Uma organização da Lojinha da Náutica.

Espetáculos de danças trouxeram charme e muita cor às tardes de sábado e domingo no jardim antigo do Seixal.
Uma organização da DANCE IN-Academias de Dança






Os visitantes esperam pelo final da tarde, para o "momento alto" do dia.

O início do Cais Aberto.

Foram muitos os visitantes que passearam pela Baía do Seixal,
numa das Embarcações Tradicionais que participaram no encontro.






No Cais Aberto organizado pela Associação Náutica do Seixal, ninguém ficou no cais. 


Momentos de despedida


Ao longo da tarde de domingo, foi chegando a hora dos nossos amigos partirem,  levaram uma mão cheia de boas recordações e a certeza de nos encontrarmos num outro "Encontro" algures no estuário do rio Tejo, onde voltaremos a "pôr a conversa em dia" e a promover com entusiasmo este património único, as Embarcações Tradicionais do estuário do rio Tejo.

Fixámos alguns destes momentos.

O momento da partida da canoa Estrela da Madrugada.


Um último momento de conversa antes da partida da canoa Lusitana.


A tripulação da canoa Esperança prepara-se para regressar a Lisboa,
depois de dois dias cheios de momentos para recordar.

O nosso Encontro de Embarcações Tradicionais chegava ao fim.


AGRADECIMENTOS


O "ENCONTRO DE EMBARCAÇÕES TRADICIONAIS NO SEIXAL 2014" foi integralmente idealizado, produzido e realizado pela Associação Náutica do Seixal.

Este evento enquadra-se no Plano de Atividades 2014 do Projeto Raposinho e está inscrito no Calendário de Eventos 2014 da Marinha do Tejo.

Pensamos ter cumprido com sucesso o objetivo a que nos propusemos, trazer visitantes de todo o estuário do rio Tejo, para viverem as tradições náuticas do rio e os espaços socioculturais que dinamizámos na zona histórica da cidade do Seixal.

O sucesso e prestígio alcançado pelo nosso encontro só foi possível graças ao apoio dos nossos patrocinadores.

Muito obrigado a todos os patrocinadores.



A Câmara Municipal do Seixal, a Marinha do Tejo e a A.P.A.E.T.T.  disponibilizaram-nos o seu apoio institucional.

Idealizar, produzir e realizar este evento só foi possível graças à dedicação da Direcção, dos Sócios e Colaboradores da Associação Náutica do Seixal.

Com o apoio de todos, durante dois dias, a Baía do Seixal foi um pólo vivo de divulgação do património fluvio-marítimo do estuário do Tejo e a zona histórica da cidade viveu uma animação que já não se via há algum tempo.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

No inicio deste ano, actualizámos o nosso Blog com o novo logo do Projeto Raposinho.


A produção deste logo foi o resultado de uma parceria com jovens do Projeto Tutores de Bairro da Quinta da Princesa.

O projeto Tutores de Bairro é dinamizado no bairro da Quinta da Princesa, em Amora, desde 2001, é financiado pelo Programa Escolhas e está centrado na atenção às crianças, jovens e famílias, com vista a melhorar a sua integração social e bem-estar em áreas, como a saúde, educação, trabalho, etc.

Esta comunidade enfrenta dificuldades socioeconómicas a diversos níveis, como o desemprego, trabalho precário, abandono escolar, famílias monoparentais, problemas associados ao tráfico e consumo de estupefacientes, entre outros.

O Programa Escolhas tem como objetivo a mobilização destas comunidades para projetos de inclusão social e de igualdade de oportunidades.


domingo, 13 de abril de 2014

Alunos da Escola Básica Nun' Álvares numa aula prática de navegação à vela.

Durante o primeiro trimestre deste ano realizámos uma parceria pedagógica com o Agrupamento de Escolas Nuno Álvares. Uma vez por semana o Raposinho era a sala de aula da disciplina de Artes e Técnicas para 14 alunos de uma turma de currículo alternativo do 9º ano.

Este projeto tinha como objetivo pedagógico não só a aprendizagem teórica e prática de técnicas de marinharia, navegação e construção naval, mas também, dar a conhecer aos alunos as embarcações tradicionais do rio Tejo e a sua cultura ribeirinha.

A primeira aula, a apresentação do catraio Raposinho.



Amigo do Raposinho, Monitor de Vela Tradicional e grande dinamizador do Projeto Raposinho, o arrais João Martins, acompanhou desde a primeira hora este projeto, foi da sua autoria a ideia de fazer do Raposinho a sala de aula deste grupo de alunos.

Acompanhou o docente da disciplina, o Professor Joaquim Achande, nas sessões de formação a bordo do Raposinho e em todos os momentos procurou estimular os alunos para a aprendizagem da arte de navegar à vela em embarcações tradicionais do rio Tejo.

O primeiro contacto com o catraio Raposinho.








A descoberta de outras embarcações residentes no Fundeadouro de Embarcações Tradicionais no Seixal.


Nestas aulas todos os detalhes são importantes.

O interesse e atitude dos alunos na aprendizagem superou todas as expectativas.






Os bons resultados desta parceria pedagógica deixaram o Professor Joaquim Achande e o João Martins entusiasmados com a ideia de a renovar.

Escola Básica Nun`Álvares, situa-se na localidade de Arrentela -Seixal.

Escola do ensino básico e preparatório do 2º e 3º ciclo.
Integra o programa T.E.I.P. - Território Educativo Intervenção Prioritária.
Administra cursos de CEF e PCA´s.
Agrupamento Nun' Álvares - Arrentela - Seixal

Para a Associação Náutica do Seixal esta parceria com o Agrupamento de Escolas Nun' Álvares, vêm reforçar a importância do Projeto Raposinho na preservação das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo e a sua divulgação junto da comunidade local.

segunda-feira, 7 de abril de 2014


A exposição “Artes de Pesca - Pescadores, Normas, Objetos Instáveis”, aberta ao público no Museu Nacional de Etnologia é uma proposta de classificação das artes de pesca, tendo em conta outras já produzidas por diferentes autores e instituições.

Os visitantes podem ver diferentes artefactos de pesca, equipamentos de marinharia e material apreendido em várias capitanias.

A exposição apresenta uma vasta memória videográfica com registos que expressam a humanidade das práticas de pesca e a compreensão dos seus contextos socioculturais.

terça-feira, 1 de abril de 2014


O ensino da Arte de Marinheiro na Associação Náutica do Seixal é uma tradição que perdura há várias gerações.

Mais uma vez a tradição será cumprida, no próximo dia 5 de Abril de 2014, um sábado, a Associação Náutica do Seixal vai realizar entre as 15:00h e as 19:00h um Workshop de Marinharia e Arte de Marinheiro.

Esta acção de formação destina-se a todos os interessados em adquirir conhecimentos de Marinharia e Arte de Marinheiro para aplicação prática em actividades náuticas ou artísticas.

Os Amigos do Raposinho vão estar presentes nesta acção de formação



segunda-feira, 31 de março de 2014

Um dos principais objetivos do Projeto Raposinho é a promoção e preservação da vela tradicional do estuário do rio Tejo.


O cumprimento deste objetivo centra-se, entre outras iniciativas, em promover junto de privados a construção, recuperação, manutenção e utilização regular de embarcações tradicionais.

Todas as embarcações do Projeto Raposinho ostentam a bandeira da Hempel Portugal.

Aliando esta linha de acção a outro dos objetivos deste projeto – dar sustentabilidade ao futuro das embarcações tradicionais – apoiamos os proprietários aderentes ao Projeto Raposinho, (já representam uma frota de 3 catraios e uma canoa), procurando minimizar o seu esforço e investimento na manutenção das suas embarcações.

Muito nos agrada informar que a Hempel, Portugal contribuiu neste sentido, apoiando o Projeto Raposinho, com o fornecimento dos materiais a serem utilizados na proteção das embarcações, na sua manutenção anual.

Queremos deixar neste artigo, o nosso sincero agradecimento à Hempel Portugal, que  desta forma está a contribuir para a dinamização do nosso projeto e principalmente para a salvaguarda e conservação das embarcações tradicionais do estuário do Tejo.

Frente ao centro histórico da cidade do Seixal, o fundeadouro para embarcações tradicionais,
uma conquista do Projeto Raposinho.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a mostra 3 FILMES UMA MISSÃO é o contributo da Associação Náutica do Seixal na divulgação de trabalhos cinematográficos que promovem a preservação do património flúvio-marítimo português.

A mostra 3 FILMES UMA MISSÃO será exibida no próximo dia 22 de Março de 2014, sábado pelas 15:00h no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal e terá a duração aproximada de 2 horas e meia.


3 FILMES UMA MISSÃO apresenta os filmes


O BOA VIAGEM – Memória de uma Recuperação.
Produção Câmara Municipal da Moita, duração 50 minutos.
Este filme documenta a recuperação do varino O BOA VIAGEM, propriedade da Câmara Municipal da Moita e um testemunho vivo da preocupação desta autarquia em promover o estudo, a preservação e a divulgação do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo. 
Os trabalhos de recuperação foram realizados no último estaleiro naval tradicional do estuário do rio Tejo, o Estaleiro Naval Jaime Costa em Sarilhos Pequenos. É aqui que os últimos grandes barcos do Tejo, embarcações centenárias, encontram os últimos operários especializados que preservam técnicas ancestrais de construção naval, um património técnico e humano que urge preservar.


BARCOS, MEMÓRIAS DO TEJO
Produção Câmara Municipal do Seixal, duração 10 minutos.
O filme "Barcos, Memórias do Tejo", integrado na atual exposição do Núcleo Naval do Ecomuseu Municipal do Seixal, apresenta uma breve síntese do trabalho no Tejo, marcado pela quantidade e diversidade de embarcações que navegaram no período anterior à construção das travessias sobre o Tejo, que se constituíram como verdadeiros instrumentos de trabalho e elementos essenciais da economia das populações locais.
Identifica as tradições culturais, as festas e as praticas religiosas associadas a esta actividade. Retrata, não só os principais fatores do desaparecimento desta actividade, assim como, o esforço que tem sido desenvolvido na salvaguarda destas embarcações enquanto património marítimo do Tejo.


ARQUITECTURA DO RABELO
Produção Sinalvídeo, realização de Vítor Bilhete, duração 55 minutos.
A Arquitectura do Rabelo é o título de um estudo do Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, que serviu como roteiro para este filme.
O processo de construção aqui documentado, respeita em absoluto o método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas, com o forro de tábua trincada. Sem máquinas e sem moldes, as formas são obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, do gosto do artista e a prática de muitas gerações.
Este filme é a memória futura de uma tradição talvez perdida, a construção de um barco rabelo num areio do Douro, por um dos últimos mestres calafates do rio, já desaparecido, e alguns artífices que com estes mestres trabalharam.

Arquitectura do Rabelo

Cada filme será apresentado por um painel de convidados, com um pequeno intervalo no final de cada exibição.

No final do evento terá lugar um momento muito especial, vamos sortear entre os presentes, várias publicações de grande qualidade editadas pelas Câmaras Municipais da Moita e do Seixal.

Este momento único só foi possível graças à especial colaboração das Câmaras Municipais da Moita e do Seixal que nos disponibilizaram estas obras de referência na temática do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo.

Para terminar, um muito obrigado à Câmara Municipal da Moita, à Câmara Municipal do Seixal e ao realizador Vitor Bilhete, pois sem a autorização de exibição dos seus filmes não seria possível organizar este evento de promoção do património flúvio-marítimo português.

DIVULGAÇÃO:
Cartaz 3 FILMES UMA MISSÃO (em PDF)
Imagem 3 FILMES UMA MISSÃO para partilhar nas redes sociais (em JPG)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Quando apreciamos uma embarcação tradicional do  estuário  do rio Tejo  salta-nos à vista o colorido da sua pintura.


Estas pinturas ostentam uma panóplia de elementos decorativos de inspiração popular – motivos florais, paisagens rurais, tradições socioculturais, figuras religiosas, letras e números - enquadrados por cercaduras com desenhos geométricos, folhas, flores, traços simples ou ondulados. Estes motivos são desenhados e pintados numa técnica simples e espontânea com cores garridas sobre fundos que lhe dão realce, tudo combinado num harmonioso efeito cromático que confere a cada embarcação um perfil inconfundível e único.

Como verdadeiros quadros vivos, estas embarcações evocam um património sociocultural que importa preservar e transmitir às novas gerações.

É com este objectivo que convidamos todos os interessados a inscreverem-se no curso “Pinturas Tradicionais em Embarcações do estuário do rio Tejo”.

Queremos que este curso seja um momento de partilha de conhecimentos técnicos, cultura e saber fazer associados a esta arte popular.

Este curso é organizado pela Associação Náutica do Seixal e está integrado no Programa Cultural 2014 do Projeto Raposinho.


Inscrições - Informação


VALOR DA INSCRIÇÃO: 40€
  • O acesso ao curso está limitado aos primeiros 15 alunos com inscrição paga, atingido este número não serão aceites mais inscrições.
  • A realização do Curso está sujeita à inscrição mínima de 10 alunos.
DATAS:
  • Março 2014 - Dias 7, 14, 21 e 28 (sextas-feiras - das 21:00h às 23:00h).
LOCAL:
  • Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.
FORMADOR:
  • Mestre Pintor Diogo Gomes
INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • A inscrição pode ser efectuada no nosso blog em "Pinturas Tradicionais em Embarcações do Estuário do rio Tejo - FICHA DE INSCRIÇÃO” ou na Secretaria da Associação Náutica do Seixal.
  • Horário da Secretaria - de Terça a Sábado das 9:00h às 12:00h.
  • Excepcionalmente, a Secretaria da Associação estará aberta ao público às Segundas, Quartas e Sextas das 21:00h às 23:00h até serem recepcionadas as primeiras 15 inscrições válidas (pagamento incluído) ou atingida a data limite para inscrição no curso. 
  • O pagamento da inscrição tem de ser efetuado na Secretaria da Associação.
DATA LIMITE PARA INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • Dia 1 de Março de 2014.
A inscrição inclui os materiais de pintura utilizados durante o curso.
Os trabalhos realizados são propriedade dos alunos.



Breve história


Nos antigos estaleiros navais do estuário do rio Tejo não existia a profissão de pintor, trabalhadores que se dedicavam em exclusivo à pintura de embarcações. Era a tripulação de cada embarcação que se encarregava da sua pintura (para minimizar custos e tempo de paragem) e da preparação das tintas, feitas com pó corante dissolvido numa mistura de aguarrás e óleo de linhaça, estas pinturas estavam muito longe do esplendor das pinturas atuais.

As pinturas que encontramos hoje em embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, recuperadas por privados ou por autarquias, terão surgido, segundo fontes orais, no início do século XX na localidade do Rosário (Concelho da Moita) por iniciativa dos mestres carpinteiros navais Francisco Lopes e Manuel Fernandes Reimão, mais conhecido por “Canário”.

Actualmente desconhece-se se esta pintura, que se designa como tradicional e característica do estuário do rio Tejo, foi realmente uma criação local ou se sofreu influências exteriores, nomeadamente da pintura dos moliceiros da região de Aveiro. Nesta região foram construídas várias embarcações destinadas ao rio Tejo e de onde vieram muitos marítimos e trabalhadores da construção naval. No entanto, fontes orais negam tal influência, opinião partilhada por construtores navais, pintores e marítimos.

À medida que os mestres pintores foram evoluindo e criando novos motivos decorativos (preservados até à atualidade) foram ganhando notoriedade, sendo requisitados pelos estaleiros espalhados pelo estuário do rio Tejo, para executarem pinturas a pedido dos clientes.

Foi inspirado nestes mestres que o mestre pintor Diogo Gomes de Sarilhos Pequenos começou a pintar embarcações tradicionais.

Hoje, com o seu estilo próprio (mas respeitando a tradição, como ele diz, “. . . não podemos inventar porque são barcos do Tejo com grandes tradições . . .”) e um trabalho reconhecido por todo o estuário do rio Tejo e além fronteiras, é um dos últimos mestres pintores profissionais a trabalhar no estuário do rio Tejo.

Texto adaptado de:
Barcos, memórias do Tejo - Ecomuseu Municipal do Seixal – Câmara Municipal do Seixal 2007.
Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos – Câmara Municipal da Moita 2013.



Divulgação


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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a renovada exposição fotográfica “Saberes” de Pedro Guerreiro, estará patente ao público, entre 23 e 26 de Janeiro no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.

A sessão solene de inauguração terá lugar no dia 25 de Janeiro de 2014, sábado pelas 15 horas e contará com a presença do Mestre Jaime Costa, Construtor Naval proprietário do Estaleiro Naval Jaime Ferreira da Costa & Irmãos, Lda. em Sarilhos Pequenos e incluirá um pequeno debate sobre o tema “Presente e futuro da construção naval tradicional no estuário do rio Tejo”.


O Estaleiro Tradicional do Mestre Jaime Costa é o centro da exposição, abordando uma panóplia de cores, composições, espaços e gestos, o fotógrafo leva o observador a explorar os saberes e a arte da construção naval tradicional e das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo.



A exposição é composta por:
  • Um painel de fotografias de cariz etnográfico recolhidas ao longo de seis anos, que testemunham a reconstrução de várias embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, incluindo o Varino “Amoroso” da Câmara Municipal do Seixal.
  • Uma mostra de ferramentas utilizadas por Carpinteiros de Machado e Calafates na construção e reparação de embarcações tradicionais ao longo de muitas gerações.
  • Excertos de uma entrevista ao Mestre Jaime Costa, talvez o último proprietário de um Estaleiro Naval Tradicional no estuário do rio Tejo.

A Associação Náutica do Seixal conjugando os objetivos pedagógicos e socioculturais do Projeto Raposinho, pretende cumprir o seu papel na preservação e promoção do património Náutico Tradicional do estuário do rio Tejo.

 
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