segunda-feira, 31 de março de 2014

Um dos principais objetivos do Projeto Raposinho é a promoção e preservação da vela tradicional do estuário do rio Tejo.


O cumprimento deste objetivo centra-se, entre outras iniciativas, em promover junto de privados a construção, recuperação, manutenção e utilização regular de embarcações tradicionais.

Todas as embarcações do Projeto Raposinho ostentam a bandeira da Hempel Portugal.

Aliando esta linha de acção a outro dos objetivos deste projeto – dar sustentabilidade ao futuro das embarcações tradicionais – apoiamos os proprietários aderentes ao Projeto Raposinho, (já representam uma frota de 3 catraios e uma canoa), procurando minimizar o seu esforço e investimento na manutenção das suas embarcações.

Muito nos agrada informar que a Hempel, Portugal contribuiu neste sentido, apoiando o Projeto Raposinho, com o fornecimento dos materiais a serem utilizados na proteção das embarcações, na sua manutenção anual.

Queremos deixar neste artigo, o nosso sincero agradecimento à Hempel Portugal, que  desta forma está a contribuir para a dinamização do nosso projeto e principalmente para a salvaguarda e conservação das embarcações tradicionais do estuário do Tejo.

Frente ao centro histórico da cidade do Seixal, o fundeadouro para embarcações tradicionais,
uma conquista do Projeto Raposinho.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a mostra 3 FILMES UMA MISSÃO é o contributo da Associação Náutica do Seixal na divulgação de trabalhos cinematográficos que promovem a preservação do património flúvio-marítimo português.

A mostra 3 FILMES UMA MISSÃO será exibida no próximo dia 22 de Março de 2014, sábado pelas 15:00h no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal e terá a duração aproximada de 2 horas e meia.


3 FILMES UMA MISSÃO apresenta os filmes


O BOA VIAGEM – Memória de uma Recuperação.
Produção Câmara Municipal da Moita, duração 50 minutos.
Este filme documenta a recuperação do varino O BOA VIAGEM, propriedade da Câmara Municipal da Moita e um testemunho vivo da preocupação desta autarquia em promover o estudo, a preservação e a divulgação do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo. 
Os trabalhos de recuperação foram realizados no último estaleiro naval tradicional do estuário do rio Tejo, o Estaleiro Naval Jaime Costa em Sarilhos Pequenos. É aqui que os últimos grandes barcos do Tejo, embarcações centenárias, encontram os últimos operários especializados que preservam técnicas ancestrais de construção naval, um património técnico e humano que urge preservar.


BARCOS, MEMÓRIAS DO TEJO
Produção Câmara Municipal do Seixal, duração 10 minutos.
O filme "Barcos, Memórias do Tejo", integrado na atual exposição do Núcleo Naval do Ecomuseu Municipal do Seixal, apresenta uma breve síntese do trabalho no Tejo, marcado pela quantidade e diversidade de embarcações que navegaram no período anterior à construção das travessias sobre o Tejo, que se constituíram como verdadeiros instrumentos de trabalho e elementos essenciais da economia das populações locais.
Identifica as tradições culturais, as festas e as praticas religiosas associadas a esta actividade. Retrata, não só os principais fatores do desaparecimento desta actividade, assim como, o esforço que tem sido desenvolvido na salvaguarda destas embarcações enquanto património marítimo do Tejo.


ARQUITECTURA DO RABELO
Produção Sinalvídeo, realização de Vítor Bilhete, duração 55 minutos.
A Arquitectura do Rabelo é o título de um estudo do Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, que serviu como roteiro para este filme.
O processo de construção aqui documentado, respeita em absoluto o método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas, com o forro de tábua trincada. Sem máquinas e sem moldes, as formas são obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, do gosto do artista e a prática de muitas gerações.
Este filme é a memória futura de uma tradição talvez perdida, a construção de um barco rabelo num areio do Douro, por um dos últimos mestres calafates do rio, já desaparecido, e alguns artífices que com estes mestres trabalharam.

Arquitectura do Rabelo

Cada filme será apresentado por um painel de convidados, com um pequeno intervalo no final de cada exibição.

No final do evento terá lugar um momento muito especial, vamos sortear entre os presentes, várias publicações de grande qualidade editadas pelas Câmaras Municipais da Moita e do Seixal.

Este momento único só foi possível graças à especial colaboração das Câmaras Municipais da Moita e do Seixal que nos disponibilizaram estas obras de referência na temática do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo.

Para terminar, um muito obrigado à Câmara Municipal da Moita, à Câmara Municipal do Seixal e ao realizador Vitor Bilhete, pois sem a autorização de exibição dos seus filmes não seria possível organizar este evento de promoção do património flúvio-marítimo português.

DIVULGAÇÃO:
Cartaz 3 FILMES UMA MISSÃO (em PDF)
Imagem 3 FILMES UMA MISSÃO para partilhar nas redes sociais (em JPG)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Quando apreciamos uma embarcação tradicional do  estuário  do rio Tejo  salta-nos à vista o colorido da sua pintura.


Estas pinturas ostentam uma panóplia de elementos decorativos de inspiração popular – motivos florais, paisagens rurais, tradições socioculturais, figuras religiosas, letras e números - enquadrados por cercaduras com desenhos geométricos, folhas, flores, traços simples ou ondulados. Estes motivos são desenhados e pintados numa técnica simples e espontânea com cores garridas sobre fundos que lhe dão realce, tudo combinado num harmonioso efeito cromático que confere a cada embarcação um perfil inconfundível e único.

Como verdadeiros quadros vivos, estas embarcações evocam um património sociocultural que importa preservar e transmitir às novas gerações.

É com este objectivo que convidamos todos os interessados a inscreverem-se no curso “Pinturas Tradicionais em Embarcações do estuário do rio Tejo”.

Queremos que este curso seja um momento de partilha de conhecimentos técnicos, cultura e saber fazer associados a esta arte popular.

Este curso é organizado pela Associação Náutica do Seixal e está integrado no Programa Cultural 2014 do Projeto Raposinho.


Inscrições - Informação


VALOR DA INSCRIÇÃO: 40€
  • O acesso ao curso está limitado aos primeiros 15 alunos com inscrição paga, atingido este número não serão aceites mais inscrições.
  • A realização do Curso está sujeita à inscrição mínima de 10 alunos.
DATAS:
  • Março 2014 - Dias 7, 14, 21 e 28 (sextas-feiras - das 21:00h às 23:00h).
LOCAL:
  • Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.
FORMADOR:
  • Mestre Pintor Diogo Gomes
INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • A inscrição pode ser efectuada no nosso blog em "Pinturas Tradicionais em Embarcações do Estuário do rio Tejo - FICHA DE INSCRIÇÃO” ou na Secretaria da Associação Náutica do Seixal.
  • Horário da Secretaria - de Terça a Sábado das 9:00h às 12:00h.
  • Excepcionalmente, a Secretaria da Associação estará aberta ao público às Segundas, Quartas e Sextas das 21:00h às 23:00h até serem recepcionadas as primeiras 15 inscrições válidas (pagamento incluído) ou atingida a data limite para inscrição no curso. 
  • O pagamento da inscrição tem de ser efetuado na Secretaria da Associação.
DATA LIMITE PARA INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • Dia 1 de Março de 2014.
A inscrição inclui os materiais de pintura utilizados durante o curso.
Os trabalhos realizados são propriedade dos alunos.



Breve história


Nos antigos estaleiros navais do estuário do rio Tejo não existia a profissão de pintor, trabalhadores que se dedicavam em exclusivo à pintura de embarcações. Era a tripulação de cada embarcação que se encarregava da sua pintura (para minimizar custos e tempo de paragem) e da preparação das tintas, feitas com pó corante dissolvido numa mistura de aguarrás e óleo de linhaça, estas pinturas estavam muito longe do esplendor das pinturas atuais.

As pinturas que encontramos hoje em embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, recuperadas por privados ou por autarquias, terão surgido, segundo fontes orais, no início do século XX na localidade do Rosário (Concelho da Moita) por iniciativa dos mestres carpinteiros navais Francisco Lopes e Manuel Fernandes Reimão, mais conhecido por “Canário”.

Actualmente desconhece-se se esta pintura, que se designa como tradicional e característica do estuário do rio Tejo, foi realmente uma criação local ou se sofreu influências exteriores, nomeadamente da pintura dos moliceiros da região de Aveiro. Nesta região foram construídas várias embarcações destinadas ao rio Tejo e de onde vieram muitos marítimos e trabalhadores da construção naval. No entanto, fontes orais negam tal influência, opinião partilhada por construtores navais, pintores e marítimos.

À medida que os mestres pintores foram evoluindo e criando novos motivos decorativos (preservados até à atualidade) foram ganhando notoriedade, sendo requisitados pelos estaleiros espalhados pelo estuário do rio Tejo, para executarem pinturas a pedido dos clientes.

Foi inspirado nestes mestres que o mestre pintor Diogo Gomes de Sarilhos Pequenos começou a pintar embarcações tradicionais.

Hoje, com o seu estilo próprio (mas respeitando a tradição, como ele diz, “. . . não podemos inventar porque são barcos do Tejo com grandes tradições . . .”) e um trabalho reconhecido por todo o estuário do rio Tejo e além fronteiras, é um dos últimos mestres pintores profissionais a trabalhar no estuário do rio Tejo.

Texto adaptado de:
Barcos, memórias do Tejo - Ecomuseu Municipal do Seixal – Câmara Municipal do Seixal 2007.
Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos – Câmara Municipal da Moita 2013.



Divulgação


Faça o download e partilhe estes documetos, ajude-nos a dilvulgar este evento cultural.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a renovada exposição fotográfica “Saberes” de Pedro Guerreiro, estará patente ao público, entre 23 e 26 de Janeiro no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.

A sessão solene de inauguração terá lugar no dia 25 de Janeiro de 2014, sábado pelas 15 horas e contará com a presença do Mestre Jaime Costa, Construtor Naval proprietário do Estaleiro Naval Jaime Ferreira da Costa & Irmãos, Lda. em Sarilhos Pequenos e incluirá um pequeno debate sobre o tema “Presente e futuro da construção naval tradicional no estuário do rio Tejo”.


O Estaleiro Tradicional do Mestre Jaime Costa é o centro da exposição, abordando uma panóplia de cores, composições, espaços e gestos, o fotógrafo leva o observador a explorar os saberes e a arte da construção naval tradicional e das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo.



A exposição é composta por:
  • Um painel de fotografias de cariz etnográfico recolhidas ao longo de seis anos, que testemunham a reconstrução de várias embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, incluindo o Varino “Amoroso” da Câmara Municipal do Seixal.
  • Uma mostra de ferramentas utilizadas por Carpinteiros de Machado e Calafates na construção e reparação de embarcações tradicionais ao longo de muitas gerações.
  • Excertos de uma entrevista ao Mestre Jaime Costa, talvez o último proprietário de um Estaleiro Naval Tradicional no estuário do rio Tejo.

A Associação Náutica do Seixal conjugando os objetivos pedagógicos e socioculturais do Projeto Raposinho, pretende cumprir o seu papel na preservação e promoção do património Náutico Tradicional do estuário do rio Tejo.

“Há vida no Sapal de Corroios” é uma exposição de ilustração científica patente no Moinho de Maré de Corroios até Outubro de 2014.

Estas ilustrações têm como tema a riqueza ornitológica e a fauna aquática existentes no Sapal de Corroios.



A sensibilidade do Projeto Raposinho também passa pela divulgação de iniciativas que promovam a defesa do Património Natural do concelho do Seixal.


Sapal de Corroios na web:









sábado, 4 de janeiro de 2014


Moita, uma tarde tranquila no cais
(Foto de Lightphoto)

Raposinho, Baía do Seixal, Novembro 2013
(Foto de Lightphoto)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

No passado dia 1 de Dezembro estivemos presentes na festa de aniversário do Centro Náutico Moitense, encontrámos uma casa cheia de amigos a celebrar os seus 33 anos de vida associativa.


Desde o dia da sua fundação a 1 de Dezembro de 1980 que o Centro Náutico Moitense promove junto da sua comunidade o gosto pelo rio Tejo e a preservação das suas embarcações tradicionais.

Fazemos votos que mantenha o entusiasmo e a força no cumprimento deste propósito por muitos e muitos anos. 

No Município da Moita, as palavras “construção e preservação de embarcações tradicionais”, “defesa e promoção do património fluvio-marítimo” há muito que saíram das plateias dos encontros, colóquios e fóruns e passaram à prática.

No Centro Náutico Moitense estas palavras são celebradas todos os dias,  na atitude dos seus sócios quando recuperam ou constroem  uma embarcação tradicional do estuário do rio Tejo, quando retocam a pintura tradicional de uma embarcação ou simplesmente quando partilham o seu conhecimento em tradições náuticas.

A canoa Bonitinha salva pelo Sr. António Mendes.

Madeira para o restauro da canoa Bonitinha.

A bateira Salsicha está a ser restaurada pelo Prof. Luís Miguel.

Testemunhámos esta atitude quando passeávamos pelas instalações do Centro Náutico Moitense, a canoa Bonitinha está a ser restaurada pelo Sr. António Mendes, depois de a ter resgatado do seu leito de morte no estuário do rio Tejo com a ajuda de amigos, o Professor Luís Miguel Arrais e proprietário da canoa Salvaram-me está a restaurar a bateira Salsicha devolvendo-lhe as linhas e cores tradicionais.

Cais do Centro Náutico Moitense.

Final do dia de aniversário do Centro Náutico Moitense.

O Centro Náutico Moitense é um dos pilares que sustentam o futuro das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo e os seus alicerces são a atitude da sua Direção, dos seus Sócios e a sensibilidade das autoridades locais.

domingo, 24 de novembro de 2013


Rio Tejo, embarcações tradicionais e pessoas, uma trilogia geradora de emoções.

Por vezes alguém traduz em palavras estas emoções, criando deliciosos momentos de leitura, como este que nos foi partilhado pelo seu autor, o senhor Mário Chefe Sirgado.

"Click" na imagem para aceder ao artigo publicado no site do Jornal Público.

sábado, 23 de novembro de 2013




A Associação Náutica Montijense está de parabéns, no passado dia 16 de Novembro de 2013 fez 4 anos.

Os Amigos do Raposinho estiveram presentes na comemoração do seu aniversário.

Fomos recebidos pelo Sr. Presidente Luís Vaz Anjos, que nos acompanhou numa visita guiada às nstalações da Associação Náutica Montijense, no decorrer da cerimónia tivemos oportunidade de trocar impressões sobre o presente, os sucessos, as preocupações e os projetos das nossas associações.

(Foto de Lightphoto)

Conhecemos o Sr.António Joaquim Gouveia Cardoso arrais e proprietário do catraio ganhador Senhor dos Aflitos que nos apresentou o magnífico palmarés da sua embarcação e a rica exposição permanente da Associação. 

Ainda tivemos tempo para falar das outras embarcações tradicionais sediadas no Montijo, a canoa Aldeia Galega e os catraios São Marsal, Céu Belchior, Perdão à Saudade e Beleza do Montijo.

(Foto de Lightphoto)

(Foto de Lightphoto)

Foi uma cerimónia simples, simpática e temos a certeza “preparada com muita paixão”, como era visível nos pequenos detalhes da mesa bem composta e decorada com que presentearam os convidados, um detalhe especial, os irresistíveis pastéis de bacalhau caseiros.

 (Foto de Lightphoto)
(Foto de Lightphoto)

(Foto de Lightphoto)

(Foto de Lightphoto)

Um muito obrigado ao Sr. Presidente e a todos os associados por nos convidarem a estar presentes neste momento importante na vida da Associação Náutica Montijense.

(Foto de Lightphoto)


sábado, 9 de novembro de 2013




A Revista Marés de Setembro de 2013, publicou um artigo sobre a actividade desenvolvida pela Associação Naval Sarilhense na defesa e valorização das embarcações tradicionais do Estuário do rio Tejo.

Este documento é um importante reconhecimento do trabalho realizado pela Associação Naval Sarilhense.

 
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