segunda-feira, 14 de abril de 2014

No inicio deste ano, actualizámos o nosso Blog com o novo logo do Projeto Raposinho.


A produção deste logo foi o resultado de uma parceria com jovens do Projeto Tutores de Bairro da Quinta da Princesa.

O projeto Tutores de Bairro é dinamizado no bairro da Quinta da Princesa, em Amora, desde 2001, é financiado pelo Programa Escolhas e está centrado na atenção às crianças, jovens e famílias, com vista a melhorar a sua integração social e bem-estar em áreas, como a saúde, educação, trabalho, etc.

Esta comunidade enfrenta dificuldades socioeconómicas a diversos níveis, como o desemprego, trabalho precário, abandono escolar, famílias monoparentais, problemas associados ao tráfico e consumo de estupefacientes, entre outros.

O Programa Escolhas tem como objetivo a mobilização destas comunidades para projetos de inclusão social e de igualdade de oportunidades.


domingo, 13 de abril de 2014

Alunos da Escola Básica Nun' Álvares numa aula prática de navegação à vela.

Durante o primeiro trimestre deste ano realizámos uma parceria pedagógica com o Agrupamento de Escolas Nuno Álvares. Uma vez por semana o Raposinho era a sala de aula da disciplina de Artes e Técnicas para 14 alunos de uma turma de currículo alternativo do 9º ano.

Este projeto tinha como objetivo pedagógico não só a aprendizagem teórica e prática de técnicas de marinharia, navegação e construção naval, mas também, dar a conhecer aos alunos as embarcações tradicionais do rio Tejo e a sua cultura ribeirinha.

A primeira aula, a apresentação do catraio Raposinho.



Amigo do Raposinho, Monitor de Vela Tradicional e grande dinamizador do Projeto Raposinho, o arrais João Martins, acompanhou desde a primeira hora este projeto, foi da sua autoria a ideia de fazer do Raposinho a sala de aula deste grupo de alunos.

Acompanhou o docente da disciplina, o Professor Joaquim Achande, nas sessões de formação a bordo do Raposinho e em todos os momentos procurou estimular os alunos para a aprendizagem da arte de navegar à vela em embarcações tradicionais do rio Tejo.

O primeiro contacto com o catraio Raposinho.








A descoberta de outras embarcações residentes no Fundeadouro de Embarcações Tradicionais no Seixal.


Nestas aulas todos os detalhes são importantes.

O interesse e atitude dos alunos na aprendizagem superou todas as expectativas.






Os bons resultados desta parceria pedagógica deixaram o Professor Joaquim Achande e o João Martins entusiasmados com a ideia de a renovar.

Escola Básica Nun`Álvares, situa-se na localidade de Arrentela -Seixal.

Escola do ensino básico e preparatório do 2º e 3º ciclo.
Integra o programa T.E.I.P. - Território Educativo Intervenção Prioritária.
Administra cursos de CEF e PCA´s.
Agrupamento Nun' Álvares - Arrentela - Seixal

Para a Associação Náutica do Seixal esta parceria com o Agrupamento de Escolas Nun' Álvares, vêm reforçar a importância do Projeto Raposinho na preservação das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo e a sua divulgação junto da comunidade local.

segunda-feira, 7 de abril de 2014


A exposição “Artes de Pesca - Pescadores, Normas, Objetos Instáveis”, aberta ao público no Museu Nacional de Etnologia é uma proposta de classificação das artes de pesca, tendo em conta outras já produzidas por diferentes autores e instituições.

Os visitantes podem ver diferentes artefactos de pesca, equipamentos de marinharia e material apreendido em várias capitanias.

A exposição apresenta uma vasta memória videográfica com registos que expressam a humanidade das práticas de pesca e a compreensão dos seus contextos socioculturais.

terça-feira, 1 de abril de 2014


O ensino da Arte de Marinheiro na Associação Náutica do Seixal é uma tradição que perdura há várias gerações.

Mais uma vez a tradição será cumprida, no próximo dia 5 de Abril de 2014, um sábado, a Associação Náutica do Seixal vai realizar entre as 15:00h e as 19:00h um Workshop de Marinharia e Arte de Marinheiro.

Esta acção de formação destina-se a todos os interessados em adquirir conhecimentos de Marinharia e Arte de Marinheiro para aplicação prática em actividades náuticas ou artísticas.

Os Amigos do Raposinho vão estar presentes nesta acção de formação



segunda-feira, 31 de março de 2014

Um dos principais objetivos do Projeto Raposinho é a promoção e preservação da vela tradicional do estuário do rio Tejo.


O cumprimento deste objetivo centra-se, entre outras iniciativas, em promover junto de privados a construção, recuperação, manutenção e utilização regular de embarcações tradicionais.

Todas as embarcações do Projeto Raposinho ostentam a bandeira da Hempel Portugal.

Aliando esta linha de acção a outro dos objetivos deste projeto – dar sustentabilidade ao futuro das embarcações tradicionais – apoiamos os proprietários aderentes ao Projeto Raposinho, (já representam uma frota de 3 catraios e uma canoa), procurando minimizar o seu esforço e investimento na manutenção das suas embarcações.

Muito nos agrada informar que a Hempel, Portugal contribuiu neste sentido, apoiando o Projeto Raposinho, com o fornecimento dos materiais a serem utilizados na proteção das embarcações, na sua manutenção anual.

Queremos deixar neste artigo, o nosso sincero agradecimento à Hempel Portugal, que  desta forma está a contribuir para a dinamização do nosso projeto e principalmente para a salvaguarda e conservação das embarcações tradicionais do estuário do Tejo.

Frente ao centro histórico da cidade do Seixal, o fundeadouro para embarcações tradicionais,
uma conquista do Projeto Raposinho.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a mostra 3 FILMES UMA MISSÃO é o contributo da Associação Náutica do Seixal na divulgação de trabalhos cinematográficos que promovem a preservação do património flúvio-marítimo português.

A mostra 3 FILMES UMA MISSÃO será exibida no próximo dia 22 de Março de 2014, sábado pelas 15:00h no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal e terá a duração aproximada de 2 horas e meia.


3 FILMES UMA MISSÃO apresenta os filmes


O BOA VIAGEM – Memória de uma Recuperação.
Produção Câmara Municipal da Moita, duração 50 minutos.
Este filme documenta a recuperação do varino O BOA VIAGEM, propriedade da Câmara Municipal da Moita e um testemunho vivo da preocupação desta autarquia em promover o estudo, a preservação e a divulgação do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo. 
Os trabalhos de recuperação foram realizados no último estaleiro naval tradicional do estuário do rio Tejo, o Estaleiro Naval Jaime Costa em Sarilhos Pequenos. É aqui que os últimos grandes barcos do Tejo, embarcações centenárias, encontram os últimos operários especializados que preservam técnicas ancestrais de construção naval, um património técnico e humano que urge preservar.


BARCOS, MEMÓRIAS DO TEJO
Produção Câmara Municipal do Seixal, duração 10 minutos.
O filme "Barcos, Memórias do Tejo", integrado na atual exposição do Núcleo Naval do Ecomuseu Municipal do Seixal, apresenta uma breve síntese do trabalho no Tejo, marcado pela quantidade e diversidade de embarcações que navegaram no período anterior à construção das travessias sobre o Tejo, que se constituíram como verdadeiros instrumentos de trabalho e elementos essenciais da economia das populações locais.
Identifica as tradições culturais, as festas e as praticas religiosas associadas a esta actividade. Retrata, não só os principais fatores do desaparecimento desta actividade, assim como, o esforço que tem sido desenvolvido na salvaguarda destas embarcações enquanto património marítimo do Tejo.


ARQUITECTURA DO RABELO
Produção Sinalvídeo, realização de Vítor Bilhete, duração 55 minutos.
A Arquitectura do Rabelo é o título de um estudo do Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras, que serviu como roteiro para este filme.
O processo de construção aqui documentado, respeita em absoluto o método nórdico de carpintaria naval, ou seja, a formação do casco antes da montagem das cavernas, com o forro de tábua trincada. Sem máquinas e sem moldes, as formas são obtidas a partir de medidas básicas tradicionais, do gosto do artista e a prática de muitas gerações.
Este filme é a memória futura de uma tradição talvez perdida, a construção de um barco rabelo num areio do Douro, por um dos últimos mestres calafates do rio, já desaparecido, e alguns artífices que com estes mestres trabalharam.

Arquitectura do Rabelo

Cada filme será apresentado por um painel de convidados, com um pequeno intervalo no final de cada exibição.

No final do evento terá lugar um momento muito especial, vamos sortear entre os presentes, várias publicações de grande qualidade editadas pelas Câmaras Municipais da Moita e do Seixal.

Este momento único só foi possível graças à especial colaboração das Câmaras Municipais da Moita e do Seixal que nos disponibilizaram estas obras de referência na temática do património flúvio-marítimo do estuário do rio Tejo.

Para terminar, um muito obrigado à Câmara Municipal da Moita, à Câmara Municipal do Seixal e ao realizador Vitor Bilhete, pois sem a autorização de exibição dos seus filmes não seria possível organizar este evento de promoção do património flúvio-marítimo português.

DIVULGAÇÃO:
Cartaz 3 FILMES UMA MISSÃO (em PDF)
Imagem 3 FILMES UMA MISSÃO para partilhar nas redes sociais (em JPG)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Quando apreciamos uma embarcação tradicional do  estuário  do rio Tejo  salta-nos à vista o colorido da sua pintura.


Estas pinturas ostentam uma panóplia de elementos decorativos de inspiração popular – motivos florais, paisagens rurais, tradições socioculturais, figuras religiosas, letras e números - enquadrados por cercaduras com desenhos geométricos, folhas, flores, traços simples ou ondulados. Estes motivos são desenhados e pintados numa técnica simples e espontânea com cores garridas sobre fundos que lhe dão realce, tudo combinado num harmonioso efeito cromático que confere a cada embarcação um perfil inconfundível e único.

Como verdadeiros quadros vivos, estas embarcações evocam um património sociocultural que importa preservar e transmitir às novas gerações.

É com este objectivo que convidamos todos os interessados a inscreverem-se no curso “Pinturas Tradicionais em Embarcações do estuário do rio Tejo”.

Queremos que este curso seja um momento de partilha de conhecimentos técnicos, cultura e saber fazer associados a esta arte popular.

Este curso é organizado pela Associação Náutica do Seixal e está integrado no Programa Cultural 2014 do Projeto Raposinho.


Inscrições - Informação


VALOR DA INSCRIÇÃO: 40€
  • O acesso ao curso está limitado aos primeiros 15 alunos com inscrição paga, atingido este número não serão aceites mais inscrições.
  • A realização do Curso está sujeita à inscrição mínima de 10 alunos.
DATAS:
  • Março 2014 - Dias 7, 14, 21 e 28 (sextas-feiras - das 21:00h às 23:00h).
LOCAL:
  • Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.
FORMADOR:
  • Mestre Pintor Diogo Gomes
INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • A inscrição pode ser efectuada no nosso blog em "Pinturas Tradicionais em Embarcações do Estuário do rio Tejo - FICHA DE INSCRIÇÃO” ou na Secretaria da Associação Náutica do Seixal.
  • Horário da Secretaria - de Terça a Sábado das 9:00h às 12:00h.
  • Excepcionalmente, a Secretaria da Associação estará aberta ao público às Segundas, Quartas e Sextas das 21:00h às 23:00h até serem recepcionadas as primeiras 15 inscrições válidas (pagamento incluído) ou atingida a data limite para inscrição no curso. 
  • O pagamento da inscrição tem de ser efetuado na Secretaria da Associação.
DATA LIMITE PARA INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:
  • Dia 1 de Março de 2014.
A inscrição inclui os materiais de pintura utilizados durante o curso.
Os trabalhos realizados são propriedade dos alunos.



Breve história


Nos antigos estaleiros navais do estuário do rio Tejo não existia a profissão de pintor, trabalhadores que se dedicavam em exclusivo à pintura de embarcações. Era a tripulação de cada embarcação que se encarregava da sua pintura (para minimizar custos e tempo de paragem) e da preparação das tintas, feitas com pó corante dissolvido numa mistura de aguarrás e óleo de linhaça, estas pinturas estavam muito longe do esplendor das pinturas atuais.

As pinturas que encontramos hoje em embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, recuperadas por privados ou por autarquias, terão surgido, segundo fontes orais, no início do século XX na localidade do Rosário (Concelho da Moita) por iniciativa dos mestres carpinteiros navais Francisco Lopes e Manuel Fernandes Reimão, mais conhecido por “Canário”.

Actualmente desconhece-se se esta pintura, que se designa como tradicional e característica do estuário do rio Tejo, foi realmente uma criação local ou se sofreu influências exteriores, nomeadamente da pintura dos moliceiros da região de Aveiro. Nesta região foram construídas várias embarcações destinadas ao rio Tejo e de onde vieram muitos marítimos e trabalhadores da construção naval. No entanto, fontes orais negam tal influência, opinião partilhada por construtores navais, pintores e marítimos.

À medida que os mestres pintores foram evoluindo e criando novos motivos decorativos (preservados até à atualidade) foram ganhando notoriedade, sendo requisitados pelos estaleiros espalhados pelo estuário do rio Tejo, para executarem pinturas a pedido dos clientes.

Foi inspirado nestes mestres que o mestre pintor Diogo Gomes de Sarilhos Pequenos começou a pintar embarcações tradicionais.

Hoje, com o seu estilo próprio (mas respeitando a tradição, como ele diz, “. . . não podemos inventar porque são barcos do Tejo com grandes tradições . . .”) e um trabalho reconhecido por todo o estuário do rio Tejo e além fronteiras, é um dos últimos mestres pintores profissionais a trabalhar no estuário do rio Tejo.

Texto adaptado de:
Barcos, memórias do Tejo - Ecomuseu Municipal do Seixal – Câmara Municipal do Seixal 2007.
Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos – Câmara Municipal da Moita 2013.



Divulgação


Faça o download e partilhe estes documetos, ajude-nos a dilvulgar este evento cultural.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Integrada no Plano Cultural 2014 do Projeto Raposinho, a renovada exposição fotográfica “Saberes” de Pedro Guerreiro, estará patente ao público, entre 23 e 26 de Janeiro no Salão Nobre da Associação Náutica do Seixal.

A sessão solene de inauguração terá lugar no dia 25 de Janeiro de 2014, sábado pelas 15 horas e contará com a presença do Mestre Jaime Costa, Construtor Naval proprietário do Estaleiro Naval Jaime Ferreira da Costa & Irmãos, Lda. em Sarilhos Pequenos e incluirá um pequeno debate sobre o tema “Presente e futuro da construção naval tradicional no estuário do rio Tejo”.


O Estaleiro Tradicional do Mestre Jaime Costa é o centro da exposição, abordando uma panóplia de cores, composições, espaços e gestos, o fotógrafo leva o observador a explorar os saberes e a arte da construção naval tradicional e das embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo.



A exposição é composta por:
  • Um painel de fotografias de cariz etnográfico recolhidas ao longo de seis anos, que testemunham a reconstrução de várias embarcações tradicionais do estuário do rio Tejo, incluindo o Varino “Amoroso” da Câmara Municipal do Seixal.
  • Uma mostra de ferramentas utilizadas por Carpinteiros de Machado e Calafates na construção e reparação de embarcações tradicionais ao longo de muitas gerações.
  • Excertos de uma entrevista ao Mestre Jaime Costa, talvez o último proprietário de um Estaleiro Naval Tradicional no estuário do rio Tejo.

A Associação Náutica do Seixal conjugando os objetivos pedagógicos e socioculturais do Projeto Raposinho, pretende cumprir o seu papel na preservação e promoção do património Náutico Tradicional do estuário do rio Tejo.

“Há vida no Sapal de Corroios” é uma exposição de ilustração científica patente no Moinho de Maré de Corroios até Outubro de 2014.

Estas ilustrações têm como tema a riqueza ornitológica e a fauna aquática existentes no Sapal de Corroios.



A sensibilidade do Projeto Raposinho também passa pela divulgação de iniciativas que promovam a defesa do Património Natural do concelho do Seixal.


Sapal de Corroios na web:









sábado, 4 de janeiro de 2014


Moita, uma tarde tranquila no cais
(Foto de Lightphoto)

Raposinho, Baía do Seixal, Novembro 2013
(Foto de Lightphoto)

 
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